domingo, 18 de janeiro de 2009

O esquerdismo na Europa após a guerra fria (I)

Os partidos situados à esquerda do PS têm estado no centro do debate político pelo menos desde finais de 2007. Primeiro, porque têm evidenciado uma performance notável e consolidada em termos de “intenções de voto”. Segundo, porque se houvesse disponibilidade de qualquer das partes, o que manifestamente parece não ser o caso, em caso de maioria relativa do PS poderia eventualmente formar-se um governo de tipo “esquerda plural”, comum na Europa após 1989. Seja como for, com dois congressos (BE e PS) e três eleições em perspectiva, é pertinente reflectir sobre o “esquerdismo”na Europa do após guerra fria.

Nesse sentido, recomendo desde já a leitura da minha coluna do Público, 19/1/2009, precisamente intitulada “O esquerdismo na Europa após a guerra fria”, onde abordo o perfil das várias correntes “esquerdistas” e as razões do seu sucesso (ou insucesso) relativos. Apoiei-me num estudo do politólogo Luke March (Contemporary Far Left Parties in Europe. From Marxism to the Mainstream?, Fundação Friedrich Ebert, 11/2008). Uma obra em boa hora editada pela Fundação F. Ebert, que felicito vivamente, e cuja leitura recomendo, nomeadamente aos dirigentes das esquerdas portuguesas (mas também a todos os cidadãos interessados).

3 comentários:

  1. Porquê "Esquerdismo"? Trata-se de um estudo sobre "Partidos à Esquerda da Social-Democracia"!!

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  2. É interessante ver a evolução da palavra "esquerdismo": normalmente, pelo menos nas linguas latinas (esquerdismo, gauchism, ...), a palavra era usado no sentido de "à esquerda dos PCs ortodoxos", ou, numa versão ainda mais estrita, "à esquerda do leninismo" (incluindo, aí, apenas grupos como os "comunistas de conselhos", a "internacional situacionista", o antigo KAPD alemão de após a I Guerra, etc).

    Entretanto, a palavra está a seguir o rumo anglófono, em que qualquer pessoa de esquerda é um "leftist".

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  3. se calhar foi de propósito, se calhar sem querer, mas como de costume esqueceram-se do PCP. Nos últimos tempos houve mais do que os congressos do BE e do PS.

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