quarta-feira, 4 de junho de 2008

Palavra precária

Hoje à noite, num debate na SIC-Notícias, Alfredo Barroso, fundador do PS, confessou-se chocado pelo facto de Vitalino Canas acumular as funções de porta-voz do PS e das empresas de trabalho temporário. Já somos muitos. Vitalino deve ter muito que fazer neste negócio em expansão: desde que Sócrates tomou posse, temos mais 205,6 mil trabalhadores precários. Barroso também disse que a única coisa que distingue o PS da direita é ainda chamar-se socialista. Uma palavra. Quando ouvimos Vitalino, em reacção ao comício das esquerdas socialistas, dizer que o PS prossegue uma política de esquerda, confirmamos o que já sabíamos: até as palavras perderam o seu valor por aquelas bandas.

3 comentários:

  1. Não apenas provedor do trabalho temporário. O senhor é também consultor da fundaçõe Oriente, da fundaçõe Aga Khan Portugal, da fundaçõe Stanley Ho, da comunidade Bocha-sanwasi Shri Akshar Purushottamni Sanstha e consultor do governo de Cabo Verde. Fora os ameaços. É um polivalente.

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  2. Há também o precariado que o próprio BE está a promover na Câmara de Lisboa, através do Banco de Tempo...

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  3. Esse preconceito contra os contratos a termo é totalmente incompreensível.

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