quarta-feira, 23 de maio de 2007

Contra-corrente

A decisão do governo venezuelano de não renovar a licença, que expira a 27 de Maio, do canal de televisão privado RCTV é absolutamente legítima. Mais, é uma decisão que seria tomada por qualquer governo democrático em idênticas circunstâncias. Um exercício proposto aqui e por nós adaptado para Portugal: imaginem que a SIC ou a TVI tinham fomentado e apoiado um golpe de estado falhado que em 2002 havia deposto por breves dias o Presidente Jorge Sampaio. O que deveria acontecer à sua licença quando fosse o momento de a renovar?

Concordo por isso com Ignácio Ramonet, director do Le Monde Diplomatique, quando em Caracas deu, no passado dia 18, o seu apoio a esta decisão e saudou o projecto «de criar um novo serviço público ao serviço da verdade, da cultura, da educação, da sociedade e do povo». Refira-se que Ramonet criticou ainda «a campanha mundial lançada pela RCTV para atacar, com calúnias e mentiras, a Venezuela». Para uma opinião alternativa à barragem mediática vejam então aqui e aqui.

1 comentário:

  1. Ia para comentar este post, mas li o de acima e já não vale a pena, está lá tudo!

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