O azar destes 4,5 milhões, meu capitão, é que são puras e ignoradas estatísticas. Não são “brancos, maioritariamente loiros e de olhos azuis, educados numa cultura com pontos de contacto com a ‘nossa’”.
E isto para lembrar as palavras imorredouras de um intelectual dito de esquerda, que, num contexto de guerra mais recente no leste europeu, naturalizou/justificou, como se fosse um liberal dos séculos que o liberalismo leva, a empatia ocidental seletiva, a linha de cor – o racismo, caramba, João, para com eufemismos.
Entretanto, voluptama, lembra outra faceta de uma história que insiste em não passar – “Pequena lembrança para mais distraídos: a Al-Qaeda, que fez o ataque de 11 Setembro [de 2001], foi criada e financiada anteriormente pelos EUA para combater o comunismo e a URSS no Afeganistão. E, mais tarde, foi apoiada e financiada para derrubar Assad na Síria e, agora, preside à Síria”.

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