sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Comparar não é acampar


Há um 1,7 mil milhões de razões para considerar os EUA uma plutocracia. Acaba sempre por tornar os dois partidos em duas alas do mesmo partido do capital, eventualmente de diferentes frações. 

Um jovem investigador da economia política chinesa citava-me noutro dia uma formulação com piada: nos EUA podem mudar os políticos, mas não as políticas, na China é ao contrário. 

Quem está a construir o primeiro Electro-Estado, segundo o mesmo Financial Times que nos informa sobre a influência do dinheiro, ou quem está, segundo a UNICEF, a dar cartas em matéria de saúde infantil?

Recuperando Domenico Losurdo, que mobiliza uma formulação do escritor austríaco Joseph Roth, usada no contexto da NEP, se a memória não me falha, a burguesia é aí a classe economicamente dominante em muitos setores, mas não é a classe politicamente dominante, até porque o Estado controla, o mais das vezes diretamente, pela propriedade pública, todos os velhos e novos setores estratégicos. 


Comparar sempre. Quando começamos a comparar nunca mais paramos, seja sincronicamente, seja diacronicamente. Comparar não é acampar...

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