domingo, 17 de maio de 2026

Motor de desenvolvimento


A imagem foi roubada a Renata Candeias: com o seu furto de preciosos instrumentos de política económica, a prejudicial especialização a que a integração europeia nos condena foi condensada com especial poder de síntese por Tiago Oliveira.

É a ilustração da visão correta que a CGTP tem das três declinações da luta de classes, incluindo a luta pelo desenvolvimento económico soberano num país europeu cada vez mais periférico. As outras duas são a luta contra a exploração e pela igualização .

Quanto mais força tiver a CGTP maior serão as hipóteses de desenvolvimento económico nacional. 

Em primeiro lugar, a CGTP contribui para uma economia com maior pressão salarial, com um mercado interno mais dinâmico, dando mais incentivos, do lado da procura e da oferta, para o investimento modernizador.

Em segundo lugar, o reforço da negociação coletiva, tão centralizada quanto possível, contribui para resolver problemas de ação coletiva, bloqueando estratégias patronais medíocres, assentes na intensificação da exploração, ao mesmo tempo que diminui desigualdades excessivas.

Em terceiro lugar, a CGTP defende intransigentemente o Estado social assente na provisão pública, enviando a seguinte mensagem ao capital: ide trabalhar para os setores de bens transacionáveis, malandros.   

Há mais razões, claro, incluindo as ques estão relacionadas com a recuperação dos tais instrumentos de política perdidos, mas estas três chegam para início de conversa.

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