quinta-feira, 14 de maio de 2026

Da política monetária

A fazer fé na imprensa financeira, a queda anunciada do desprezível Starmer está a agitar os “mercados”, “assustados” com a possibilidade de uma ligeira viragem à esquerda, contribuindo para a subida da taxa de juro dos títulos de dívida pública no mercado secundário, alcançando o valor mais elevado dos últimos anos. Cheira a golpismo monetário, uma vez mais, lembrando o que Paulo Coimbra aqui escreveu noutro contexto político britânico.

Convém assim relembrar que a chantagem dos mercados só é eficaz se o Banco de Inglaterra primar pela inação, que é nesta matéria uma forma de ação. Num país endividado na sua própria moeda, como é o caso do Reino Unido, o Banco Central tem instrumentos para controlar as taxas de juro em todas as maturidades. A independência dos bancos centrais é uma fraude, para a qual os trabalhistas contribuíram, não há neutralidade numa área onde inevitavelmente se cruzam poder político e confiança social.

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