quinta-feira, 30 de abril de 2026

Até amanhã


A origem do 1º de Maio remonta a 1886, numa luta pelas 8 horas de trabalho. Em 1962, os trabalhadores rurais do Alentejo conquistaram esse direito pela luta árdua. Deixaram de ser os bichos da noite. 140 e 64 anos depois, chegámos ao 1º de Maio de 2026. Com avanços tecnológicos extraordinários, querem mesmo aumentar a jornada de trabalho diário, e convencer-nos que trabalhar 10h e 12h num dia é futuro e progresso. Banco de horas é passado e atraso, é nostalgia de exploração desenfreada. Não vamos deixar.
 

4 comentários:

  1. Quem não exige as 5 ou 6 horas de trabalho vai mesmo acabar a trabalhar as 10 ou 12 horas.

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  2. "Não vamos deixar."

    Tem passado tanto...

    "Há mais emprego, mas trabalha-se mais horas e os salários ficam aquém: o retrato do mercado de trabalho português"

    https://sapo.pt/artigo/ha-mais-emprego-mas-trabalha-se-mais-horas-e-os-salarios-ficam-aquem-o-retrato-do-mercado-de-trabalho-portugues-69f3dfda16a0a30ace12713b

    A vitória da classe predatória-capitalista-parasita-sociopata.
    Vai piorar.
    Gostava de saber como se muda de caminho sem revolta...
    E se por acaso a classe trabalhadora resolver se revoltar a classe dominante vai usar isto como pretexto para usar ainda mais violência, mas vocês já sabiam disto...

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  3. 1962 esse foi o ano (tinha eu 17 de idade) em que celebrei o meu primeiro 1º de Maio, em pleno fascismo, como já lembrei no meu blog https://conversavinagrada.blogspot.com/2023/05/o-meu-primeiro-1-de-maio-aos-meus-17.html
    Quanto ao "banco de horas"... não deixaremos!

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  4. Por um lado ameaçam que a inteligência artificial nos vai substituir a todos. Por outro querem que trabalhemos cada vez mais tempo por menos dinheiro e tenham vender nos como moderno um regresso às condições laborais go Século XIX. Acredite quem queira.

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