Em 1902, no clássico Imperialism - A study, alvo de sucessivas edições, o economista J. A. Hobson (1858-1940) assinalou como os grandes interesses financeiros, “os especuladores”, “constituem o principal e mais grave fator na economia do imperialismo”.
Trata-se da política externa agressiva das grandes potências, ao serviço de um capitalismo brutalmente desigual e que necessita de escoar o capital excedentário. Ademais, este “grupo de reis financeiros” lucra com “a grande flutuação nos valores dos investimentos existentes”.
Hobson, unindo bem todas as pontas, também argumentou que os sindicatos e os que lutam pelo socialismo são os mais denodados adversários do imperialismo, até porque contrariam as desigualdades de rendimento e de riqueza que estão na sua génese económica.
Aqui estamos.

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