terça-feira, 27 de outubro de 2020

Ao serviço do público

A carta dirigida à ministra da Saúde pelo bastonário da Ordem dos Médicos (OM) e cinco dos seus antecessores enquadra-se num movimento mais amplo de intervenções de “influenciadores” nos meios da comunicação social e em meios universitários, todas com a mesma orientação e a mesma substância. 

Começam por enunciar dificuldades reais do SNS, sobretudo derivadas da pandemia, ampliam-nas em tom alarmista e daí passam ao ataque político à ministra. Finalmente, e para culminar, chegam ao objetivo mercantil: perante tal “caos”, “desorganização” e “risco” há que recorrer aos serviços privados. 

Poderá haver médicos concordantes com essa carta, por coincidirem com os seus objetivos. Nós não. Não nos sentimos representados.

Início de uma resposta notável, de um grupo notável de médicos, que pode e deve ser lida na íntegra no Público. 

13 comentários:

  1. E tudo muito notável, contas é que ninguém faz!
    Os actos médicos nos privados são caros? Quanto custam no SNS?
    É preciso aumentar o SNS? Quanto custa em investimento e equipamentos e mão-de-obra acrescida?
    Qual o custo para o país em fazer crescer o SNS frustrando o investimento privado, o que em impostos é só o custo facilmente mensurável?

    Ah! Vamos a caminho do socialismo, e nada como começar pelo ensino e os serviços médico-hospitalares!
    No mais, logo se verá mais adiante...crescendo o Estado, mais cedo ou mais tarde o privado arreia.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Muito fácil, vou explicar devagarinho. Se dá lucro que esse lucro seja de todos e não de alguns.

      Eliminar
  2. As agendas paralelas de muitos médicos diferem de caso para caso.
    Uma parte dos médicos está condicionada por fidelidades políticas, por ligações empresariais e por interesses corporativos.
    Uma outra parte, está apenas focada em exercer a atividade em paralelo no público e no privado, maximizando assim o rendimento.
    Uma terceira parte está, de facto, preocupada com o futuro do SNS, ameaçado pela União Europeia, que tem insistido no semestre europeu para que Portugal desmantele o SNS(ainda não é lei, mas há quem espere a oportunidade para fazer do semestre obrigatório).
    Curiosamente, são alguns SINDICATOS de médicos aqueles que se opõem à destruição do SNS.
    Devia ser vergonhoso para a OM insistir na mesma tecla do semestre europeu.

    ResponderEliminar
  3. Por acaso, caro perdemosomundo, não tenho nada contra a ideia de que se algo dá lucro, esse lucro fica para quem correu o risco, incluindo para o Estado se foi ele que investiu.

    O meu problema é outro. É com rentistas que querem lucros garantidos e a socialização das perdas.

    O Unknown parece esquecer-se que a medicina privada deveria funcionar em moldes competitivos. Quem a quer, que a pague.

    Aliás, nem se podem queixar muito, porque já existem as inúmeras convenções em que o Estado paga aos privados por serviços prestados a utentes do SNS. Não chega?

    Em vez disso, ele preocupa-se com o suposto crowding-out da medicina privada, aquela gente que nos casos difíceis manda os doentes para os hospitais públicos.

    Bodo aos ricos não muito obrigado. Para isso já basta o NB e só porque as consequências de uma falência seriam provavelmente desastrosas para a Economia.

    E já agora uma provocação. Perante tal ataque ao SNS que este Governo, que muitos consideram de Direita, apesar de tudo defende, o BE junta-se à dita Direita e vota contra o Orçamento, arriscando uma crise política. E isto porque está preocupado com o... SNS!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Jaime Santos continua com a sua linguagem de homem de negócios preocupado com os lucros e as perdas. Assim devagarinho para não amedrontar a quem manda.
      Tem que fazer pela vidinha. Ainda vai aparecer a defender o Macron e a querer que nós votemos no banqueiro

      Eliminar
    2. Crowding-out?
      Parolice ou preguiça?
      Estás nossas elites em bicos de pés e de saltos altos...

      Eliminar
  4. Um abaixo-assinado que é uma autêntica bofetada nos interesses bestiários de alguns bastonários. Que são levados ao colo pela imprensa oficial,pela imprensa oficiosa, pela imprensa comentadeira, pelos comentadeiros a fazer-se passar por imprensa e pelos inenarráveis boys

    De uma assentada temos direito ao acossar destes.Assim à evangélico pastor a imitar a multiplicação dos nicks , que não dos pães.

    Unknown, era aquele rebolucionário de opereta,que proclamava do alto da sua voz de falsete que "Eu, que sou de esquerda, bem mais à esquerda que o PCP ( que para mim faz parte do sistema integrando todas as valencias desse mesmo sistema, desde a AR ás autarquias)", Depois foi apanhado a fazer a propaganda da extrema-direita mais canalha. Aparece agora aqui a dizer aquelas idiotices aí em cima explanadas. Um promotor da coisa. Da coisa privada e das asnices, assim encavalitadas dessa forma em que se mistura o "arreia" com os serviços médico-hospitalares, para dar ares de colorido holandês.

    Tenta impingir a sua doutrina desta forma de facilitador da coisa :

    "Os actos médicos nos privados são caros? Quanto custam no SNS?
    É preciso aumentar o SNS? Quanto custa em investimento e equipamentos e mão-de-obra acrescida?"

    Mais explícito vendedor da banha da cobra privada a fazer o gosto ao dedo é difícil.

    Infelizmente não vem só. Só que é o mesmo. Só que com outro nicK. Para não vir só.

    Estamos no reino de joão pimentel ferreira.

    Nem a mudança de nick consegue ocultar o estilo:"Muito fácil, vou explicar devagarinho. Se dá lucro que esse lucro seja de todos e não de alguns."

    Quererá fazer-nos passar por tontinhos, com este acenar de gangster? A tentar comprar os demais,acenando-lhes com a partilha do saque?

    ResponderEliminar
  5. Em situação de emergência de saúde pública, o membro do Governo responsável pela área da saúde toma as medidas de exceção indispensáveis, se necessário mobilizando a intervenção das entidades privadas, do setor social e de outros serviços e entidades do Estado.

    (Transcrevo o ponto 3 da base 34 da Lei de Bases da Saúde)

    Face ao recrudescer da pandemia, resta saber como irá ser mobilizada a intervenção das entidades privadas e do setor social. Haverá coragem para um tratamento em pé de igualdade com o SNS ou passaremos a ter um sistema de limpos e sujos!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. O dedo na ferida , caro Tavisto

      Mas isso era uma chatice para quem vive de rendas

      Eliminar
  6. João Pimentel Ferreira unknown dá réplica a Joao Pimentel Ferreira perdemosomundo
    Ê assim a vida dos trastes neoliberais. Mais semestre europeu ou menos semestre europeu

    ResponderEliminar
  7. Para surpresa de ninguém, o Jaime não sabe fazer contas.

    ResponderEliminar
  8. Hospitais privados não estarão disponíveis para receber doentes Covid-19
    A informação é confirmada ao Observador pelo presidente da ARS de Lisboa e Vale do Tejo, depois de reunir com os privados.

    Pois é! Só querem a "carne limpa" do SNS. E se a base 34 da Lei de Bases da Saúde for mesmo para ser levada à prática!

    ResponderEliminar