terça-feira, 6 de agosto de 2019

Mais três notas sobre Cristas e o acesso ao ensino superior

«Não faz qualquer sentido que uma família portuguesa, cujo filho não se classificou para entrada no curso ou na escola da sua preferência, dado o "numerus clausus", não possa escolher aceder a essa vaga, pagando o seu custo real, tal como pode escolher uma universidade privada ou uma universidade estrangeira» (Assunção Cristas)

1. Ao contrário do que o CDS-PP e Cristas sugerem - para justificar que os alunos portugueses sem média de acesso devem poder ingressar, mediante pagamento, no ensino superior público - os alunos estrangeiros não se limitam a «pagar para entrar», estando igualmente sujeitos a numerus clausus, como já se procurou demonstrar aqui. Mais: não só nem todos os candidatos estrangeiros ingressam no ensino superior público português, como são muito poucos os que efetivamente pagam a sua frequência a preços de mercado. De facto, se considerarmos que os alunos de países membros da UE estão sujeitos às mesmas regras que se aplicam aos estudantes nacionais, e se admitirmos que os alunos da CPLP beneficiam, em muitos casos, de acordos bilaterais entre Estados, o universo de «estrangeiros pagantes» é muito mais reduzido (apenas 153, dos cerca de 180 candidatos, no ano de 2018), do que Cristas e o seu partido nos querem fazer crer .

2. Vale a pena assinalar devidamente, em segundo lugar, um aspeto com especial significado ideológico, nesta proposta. Ao contrário do que tem defendido noutros domínios (nomeadamente na educação, na saúde e na ação e segurança social), o CDS-PP não propõe, neste caso, a existência de um «sistema» único, constituído pelo público e pelo privado e que cabe ao Estado financiar (como chegou a sugerir Passos Coelho, em 2011). O que Cristas defende, para o ensino superior, é que o Estado permita a inscrição de alunos sem média suficiente no subsistema público (e não, como seria expectável, o financiamento da sua inscrição em universidades privadas). Ou seja, mesmo não sabendo o que leva Cristas a este desalinhamento ideológico (talvez o descrédito em que mergulhou, com algumas exceções, o ensino superior privado em Portugal), o certo é que não é só a conversa da «meritocracia» que vai pelo cano. É também a congruência e consistência programática de um partido que proclama que o Estado deve financiar, nos diferentes domínios (através de PPP ou de vouchers), o setor privado.

3. Por último, a ideia de que o pagamento do «custo real» da formação deve ser suficiente para possibilitar a entrada, no ensino superior público, a um aluno que não obteve média de ingresso, é bem reveladora do «espírito de classe» que subjaz à proposta do CDS-PP. Isto é, Cristas e o seu partido limitam-se a pensar em famílias cujos níveis de rendimentos permitem, para lá do pagamento da formação a preços de mercado, assegurar todas as despesas inerentes à frequência do ensino superior (alimentação, alojamento, livros, etc.). Ou seja, como assinala Susana Peralta em artigo recente no Público, em «meia dúzia de filhos e filhas de boas famílias como a sua». Podem por isso chamar-lhe muita coisa, mas esta não é, por diversas razões, uma proposta preocupada com a democratização do acesso ao ensino superior.

35 comentários:

  1. «talvez o descrédito em que mergulhou, com algumas exceções, o ensino superior privado em Portugal»
    Descrédito talvez queira dizer sem crédito no orçamento do Estado.

    Quanto ao mais, falta saber: custo real, porque não?
    Pagar é antidemocrático?
    Condição de acesso não é definida pela Universidade?

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    1. Ehehe alguma coisa a acrescentar?

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    2. "Pagar" para poder exercer um direito é, mesmo, antidemocrático! É evidente!

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    3. É preciso não confundir preço com custo. O custo da educação é (deveria ser) suportado pelo contribuinte; preço é coisa de mercadoria. Já o seu valor é incalculável.

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    4. O contribuinte cidadão português a fazer tirocínio na Holanda fala em pagar para exercer um direito.

      Sério?

      Um direito? Que direito? O de entrar no ensino superior, numa quota estabelecida à parte, em função do dinheiro que se paga?

      Agora o dinheiro já se tornou num direito?

      Tal como um proxeneta pode reivindicar o direito a vender carne humana? Pelo facto de ter dinheiro para as controlar e explorar?

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  2. e vocês a darem-lhe com a meritocracia. Onde é que alguma vez o cds-pp defendeu a meritocracia? aquilo é um partido de famílias, conhecimentos e tachos.

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  3. Pagar é antidemocrático sempre que isso implique a não sujeição às mesmas regras de acesso e em condições mais vantajosas do que aqueles que não o podem fazer.

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  4. O que é notável é que uma tal proposta (de Cristas) representaria a legalização da compra da admissão às universidades em termos que nem em sociedades hipercapitalistas como os USA se ousa fazer.

    Volto a chamar a atenção para este artigo sobre o escândalo dos subornos no acesso às universidades mais prestigiadas nos USA:

    https://www.vox.com/2019/3/15/18264399/college-admissions-scandal-lori-loughlin-cheating-huffman

    Nos comentários deste post,

    https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4018985866499281301&postID=8675614157885597991&bpli=1

    podem encontrar uma tradução parcial de alguns excertos mais significativos deste artigo.

    Parecendo que não, este é um assunto que representa o perigo de se institucionalizar a perpetuação de uma casta profundamente medíocre mas não-obstante poderosa, e um entorse grave ao princípio da igualdade de oportunidades.

    S.T.

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  5. E a meritocracia é o quê além de uma CORRida de ratos em busca das melhores notas dadas pelas melhores escolas basta ver as médias dos exames e ver onde corre o dinheiro e onde ele escasseia

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  6. "«talvez o descrédito em que mergulhou, com algumas exceções, o ensino superior privado em Portugal»
    Descrédito talvez queira dizer sem crédito no orçamento do Estado."

    Não.

    ( mas confirma-se o denunciado por aí.O que se quer é que o erário publico seja parasitado pelos privados interesses)

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  7. Em duas linhas apenas Cristiana Tourais dá um tiro no submarino ideológico de jose.

    É obra

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  8. Pela sua importância, transcrevem-se, com a devida vénia, alguns fragmentos ( traduzidos) dum post anterior sobre o tema...Nos states

    "Subornar o caminho de seus filhos para entrar na universidade perpetua o mito da meritocracia"

    "Os pais podem ter justificado o uso da" porta lateral " para as admissões como" negócios como de costume ", disse Kraus - especialmente porque há muitas formas legais de pessoas com dinheiro poderem de fato comprar a entrada dos filhos na escola."

    "Mas, além de ocupar lugares que poderiam ser preenchidos por estudantes que trabalharam duro para os obter, a prática de viciar o sistema para colocar seus filhos na faculdade pode reforçar alguns dos equívocos mais profundos dos americanos sobre riqueza e posição social", dizem especialistas."

    "A idéia de que pessoas ricas trabalharam e merecem a sua riqueza é" um valor sagrado neste país ", disse Piff."

    "Isso está como que embutido no sonho americano", explicou ele - e, se acreditarmos que os ricos ganharam todo o seu dinheiro, é mais provável que aceitemos uma grande fosso entre ricos e pobres."

    "Ao supostamente pagarem para fazerem os seus filhos entrar em escolas onde eles não teriam sido admitidos sozinhos, os pais acusados neste escândalo podem ter perpetuado esse mito da meritocracia."

    ""Temos, basicamente, muitos privilégios imerecidos para pessoas no topo que nem sequer sabem que têm privilégios imerecidos", explicou ele. "E então outras pessoas têm que interagir com eles."

    "Mas agora, disse Piff, o escândalo das admissões pode fazer com que muitas pessoas reavaliem suas crenças sobre riqueza e sucesso, já que os americanos percebem como as pessoas ricas podem comprar coisas - como a admissão na universidade - que os outros precisam trabalhar duro para conseguir."


    “No momento em que começamos a questionar a idéia de que isso é uma meritocracia”, ele acrescentou, “a nossa tolerância à desigualdade econômica começa a desmoronar”.


    Por isso também tanta histeria da parte de jose e do nosso bem conhecido tiago pedro aonio eliphis pimentel ferreira

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  9. Decididamente o dinheiro é o factor perturbador da esquerda.
    Ter dinheiro é antidemocrático; conseguem-se coisas que quem não tem dinheiro não consegue.
    A paranoia está no seu climax.
    Imagino que quando chegar o socialismo (ainda que atento e com mercados) o dinheiro é banido.

    Entretanto, todos de olho em ter mais algum...por mérito capitalista, naturalmente!

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  10. Realmente, há que reconhecer o poder de síntese de Cristiana Tourais no seu comentário.

    Esperemos que continue a participar activamente.

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  11. O que o CDS de Cristas defende nada tem a ver com meritocracia. Chama-se sim plutocracia. De medida em medida, pretendem substituir o governo do Povo pelo governo dos ricos.

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  12. O poder de síntese de Cristiana Tourais ainda é mais de louvar, quando se vê que por antecipação continua a desmembrar o ideário ideológico de jose

    Veja-se como "responde" o pobre coitado à capacidade de síntese da referida comentadora


    Uma espécie de breviário oco e vazio, em jeito de fuga bastante tonta e demasiado óbvio

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  13. À pergunta de jose:

    "Pagar é antidemocrático?"

    Responde serenamente Cristiana:

    "Pagar é antidemocrático sempre que isso implique a não sujeição às mesmas regras de acesso e em condições mais vantajosas do que aqueles que não o podem fazer.


    O que motiva uma tão maravilhosa e incongruente resposta de jose, meio aturdido com a clareza da resposta e verdadeiramente em fuga para não argumentar

    Feita de coisas como estas: "à volta do dinheiro é factor perturbador da esquerda, e as coisas que o dinheiro consegue e o clímax da paranóia e o socialismo atento e com mercados e o dinheiro banido, e o mérito vendido (como uma prostituta neoliberal?)

    De facto parece que estamos a atingir o clímax da impotência argumentativa


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  14. «Pagar é antidemocrático sempre que isso implique a não sujeição às mesmas regras de acesso e em condições mais vantajosas do que aqueles que não o podem fazer.»

    Pagar é antidemocrático sempre que isso implique:
    a) a não sujeição às mesmas regras de acesso - todos os que paguem têm as mesmas regras de acesso

    b) e em condições mais vantajosas do que aqueles que não o podem fazer - pagar não é mais vantajoso que não pagar; tudo que só pode ser obtido a troco de dinheiro só está acessível a quem tem dinheiro, não compara com quem não o tem.

    Em resumo: só rima a gosto do pseudo igualitarismo esquerdalho, agora muito focado em 'a cada um segundo o seu mérito'...desde que não medido em dinheiro.

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  15. Depois de confrontado com a imbecilidade da sua resposta, jose volta à carga. O incómodo era grande e a nudez argumentativa ( ou mediocridade? ou pusilanimidade?) era tão evidente que mais não resta a jose que mais uma tentativa.

    Infelizmente com os resultados acima expressos.

    Vejamos:

    "Pagar é antidemocrático sempre que isso implique a não sujeição às mesmas regras de acesso"

    Claro?

    Para este pobre jose não. Num exercício penoso de acrobacia linguística pospega o que aí está em cima.

    Dirá: "todos os que paguem têm as mesmas regras de acesso"...

    Ora bem. O que estava em causa era o pagar ser ou não ser democrático. Jose, num arremedo de ilusionismo bacoco, transforma as coisas num "todos os que paguem"

    Mais uma vez confirmada a tese das quotas para os ricos. Vamos lá ver se jose percebe. A questão está nas regras de acesso. A que se devem sujeitar todos

    Jose, num exercício manhoso, nivela o pagamento. jose foge da questão e vem agora reivindicar que todos os que entram, por quotas de euros, têm afinal as mesmas regras

    Uma espécie de irmandade da meritocracia dos euros, lolol.

    O que é isto? Pura desonestidade, impotência argumentativa ou já o sinal dos tempos?

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  16. A saga auto-justificativa do pobre jose continua

    Dirá jose daquela forma com que tenta ser dono das palavras.

    "pagar não é mais vantajoso que não pagar"

    Não? Olhe que sim, olhe que sim. Quem tem dinheiro pode pagar uma entrada na faculdade, saltando por cima das regras de acesso estabelecidas

    É ou não vantajoso ter dinheiro? É

    Chega a ser penoso este exercício de bailarino dúbio

    Pobre jo

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  17. Vejamos...

    A admissão de candidatos com base no pagamento dos custos seria, entre outras coisas, um insulto à Academia. É meu entendimento que todo o edifício do ensino universitário é baseado na avaliação e na escolha com base na excelência das capacidades intelectuais e da dedicação ao estudo e trabalho dos alunos.

    Até as muito privadas universidades americanas fazem a selecção dos seus candidatos com base no mérito porque aceitarem candidatos menos dotados baixaria o nível académico e comprometeria irremediavelmente o seu prestígio. Daí todo o escândalo já acima referido. Mas segundo o José devem ser um bando de esquerdalhos. Haja paciência para aturar a miséria moral e intelectual do José.

    Introduzir o critério do quão recheada é a carteira dos papás seria uma perversidade e um insulto à inteligência de todos os que conquistaram o seu lugar na universidade por mérito demonstrado em avaliações. E ainda por cima isso iria representar um abaixamento do nível e do prestigio da faculdade que a isso se prestasse.

    Recorde-se que muitos dos que competem por lugares no ensino superior já o fazem em inferioridade de circunstâncias com colegas porventura menos dotados intelectualmente mas mais apoiados pelos meios financeiros dos pais. Isto é, mesmo sem esta proposta aberrante a igualdade de oportunidades já é muito discutível.

    Sociológicamente, a longo prazo, a admissão com base no dinheiro iria criar uma casta hereditáriamente instituída incrustada em posições institucionais adquiridas graças a canudos comprados, acentuando ainda mais o já grave problema que o país tem com a mediocridade de uma grande parte das suas elites.

    O dinheiro que as universidades públicas arrecadassem com o esquema saíria muito caro pela degradação que implicaria.

    S.T.

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  18. Penosa … inanidade!

    Questão: porque as universidades criam vagas para quem possa pagar?
    Resposta: para terem dinheiro para dar borlas ao meritórios borlistas.

    Questão: não será isso um economicismo horroroso que impede mais borlas, mais vagas?
    Resposta: não é horroroso, é inadmissível, é uma cedência ao capital!

    Questão: cedência ao capital estrangeiro é melhor que cedência ao capital nacional?
    Resposta: muito melhor! assim os de cá vão-se habituando a que o dinheiro não lhes valha de nada, e até pode ser que saiam da sua de conforto e emigrem…

    Até à Vitória Final! tra-tan-tam-tam

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  19. Continua a saga:

    "tudo que só pode ser obtido a troco de dinheiro só está acessível a quem tem dinheiro"...

    Eis uma Lapalissada profunda, perfeitamente inadequada ao que se debate, mas que servirá como ponto de fuga de quem assim esgrime estas coisas.

    Porque continua resoluto:
    "tudo que só pode ser obtido a troco de dinheiro só está acessível a quem tem dinheiro, não compara com quem não o tem"

    Temos assim que alguém "não compara com quem não tem. Os que não têm são arredados da comparação, porque assim dá jeito a quem diz que "todos os que pagam têm as mesmas regras" blablabla

    Mas o que se equaciona não é precisamente a não sujeição às mesmas regras de acesso por parte dos meritocratas do dinheiro? Em condições mais vantajosas do que aqueles que não o podem fazer, ou seja que não têm dinheiro para?

    Isto é uma fraude que nem sequer já pode reivindicar as palavrinhas em seu proveito

    Assemelha-se àqueles discursos de Salazar, tidos, bacocamente convenhamos, como "claros e lúcidos ".

    Por parte de jose, claro

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  20. E a triste conclusão de jose:

    "Em resumo: só rima a gosto do pseudo igualitarismo esquerdalho"

    Rima? Só para o dito cujo.

    Pelo que, e em resumo, as rimas do jose estão ao nível dos versinhos de pé quebrado que assinou, em honra dos terratenentes banqueiros


    Resta um final estrondoso, que ao revelar tanto da ideologia intrínseca do jose, ocasiona de per si a sua estrondosa queda

    "a cada um segundo o seu mérito'...desde que não medido em dinheiro"

    Eis a defesa ( boçal,convenhamos) da meritocracia do dinheiro. Os inúmeros números deste tipo a falar no mérito e outras tretas, afinal redundam nisto. Mérito pelo dinheiro, porque o dinheiro é por si mérito, sobretudo para saltar de forma anti-democrática pelas regras estabelecidas de acesso ao ensino superior

    Uns mais iguais do que os outros.O sangue azul dos marialvas de outrora substituído agora pela cor dos euros dos neoliberais de hoje

    Mais uma vez...a concisa frase de Cristiana deu cabo de todo o palavreado treteiro de jose.

    Pobre jo.

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  21. "Até à Vitória Final! tra-tan-tam-tam"

    Que figurinha. Adivinha-se jose montado na sua pileca, a tocar um roufenho clarim

    Trôpego? Não sabemos, nem isso interessa de facto. O que importa é que este é o sinal concreto do desnorte que o assalta.

    Patética figura esta , que assim tomba da pileca ou da montada

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  22. Continuemos a desmontar a penosa inanidade de jose

    Diz este:
    "Questão: porque as universidades criam vagas para quem possa pagar?
    Resposta: para terem dinheiro para dar borlas ao meritórios borlistas."

    Não é um primor...? as universidades a criarem vagas especiais feitas em função de quem tem euros para as pagar.

    A meritocracia dos euros, em detrimento de todo o paleio enjoativo debitado durante anos sobre a dita meritocracia


    Mas a coisa agora agrava-se, porque jose parte para o insulto gratuito

    Fala de forma grosseira em "borlas"...
    A quem se referirá o sujeito? Às borlas dos perdões fiscais?

    Com certeza que a sua pesporrência ideológica e argumentativa não vai ao ponto de atribuir tais borlas a quem entrou por mérito

    Ou a crispação do pobre já chegou a este ponto de ebulição?

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  23. Diz jose:
    "Questão: não será isso um economicismo horroroso que impede mais borlas, mais vagas?
    Resposta: não é horroroso, é inadmissível, é uma cedência ao capital!"

    Economicismo horroroso impedir mais vagas? Porquê?Se há vagas, por que não as distribuir por aqueles que estão imediatamente a seguir aos que entraram? De acordo com provas dadas?
    Porque vendê-las como os proxenetas que vendem atributos que não são seus a quem der mais?

    Destrambelho total.

    Horroroso e inadmissível ( para usar as palavras em uso pelo jose, um pouco medíocres e telenovelescas convenhamos) é tentar vender lugares nas universidades, ultrapassando as regras democráticas estabelecidas e as provas que permitem a entrada no ensino superior.

    O deus mercado a encavalitar-se na pileca do deus dinheiro. Ou vice-versa, porque vale tudo para esta gente.


    Aprecie-se contudo mais este tom:
    "não é horroroso, é inadmissível, é uma cedência ao capital!"

    Não há aqui algo de declaradamente esganiçado? Uma espécie de choradinho um pouco histérico, em lamúria idiota pelo destino do capital?

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  24. O que ressalta desta discussão é a terrível perda de tempo com uma proposta tão abstrusa quanto intelectualmente indigente.

    O aspecto divertido da questão é ver José, o troll de serviço da direita, a fazer figura de urso malabarista.

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  25. Este tema da Cristas é um contributo importante para que a esquerda se manifeste num esplendor que raramente é apercebido.

    'Ter dinheiro' como definidor de exclusão e 'dado e arregaçado' como direito essencial dominam um cenário composto sobre a actividade de um ser misterioso, que vive num mundo intangível, o contribuinte.

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  26. Este tema de Cristas é um tema demasiado pífio para perder muito tempo com ele.

    Mas dá para ver várias coisas:

    A desonestidade de quem vem a público apresentar tal coisa.

    A hipocrisia de quem andou anos a fio a defender as tretas sobre o mérito e agora defende quotas para os ricos entrarem na faculdade.

    Mas há uma outra coisa que a discussão deste tema vem demonstrar:

    Tem sido um oportunidade importante para que jose se manifeste num esplendor que raramente é apercebido

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  27. Dirá jose:

    "´Ter dinheiro' como definidor de exclusão"

    Ter dinheiro como definidor de exclusão?

    Como assim? Factor de exclusão de quê? Quem tem dinheiro compra quase tudo.Agora quer até comprar um lugarzinho no ensino superior.

    O mérito está na ponta do cheque?

    E a noção de ética, no cubículo do proxeneta?


    Houve um tempo em que se compravam indulgências. Agora esta tropa meritocrata, perdão mediocrata, assume tal comportamento boçal


    Não se sabe o que admirar mais. Se esta atitude venal e repugnante, se este choradinho tonto e pegajoso, sobre a "exclusão de quem tem dinheiro"


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  28. Jose, em modo de comportamento esplêndido que raramente é apercebido, agita-se e torna a agitar-se.

    Uma frase simples colocou a sua visão ideológica, ao serviço da mediocridade de Cristas, no local a que ela pertence. No chão e de rastos.


    Compreende-se que jose esperneie e tente a fuga possível. Agora para um lugar onde costuma assumir a posição fetal, ou seja, onde assume uma posição de conforto.

    Foge para o "dado e arregaçado", de que gosta tanto e que usava e abusava até ser confrontado com o tom de taberneiro reles, malcriado e pesporrento, que esta frase encerra.

    Tendo-a abandonado durante um tempo retorna a ela, numa outra provável manifestação de descontrolo.

    Porque invocada de novo, trazida do seu fabulário particular. Porque metida aqui tão a martelo, como a martelo tenta impingir quotas em função do dinheiro

    Um ser misterioso este, que vive naquele mundo intangível e onde defendeu aqui o assalto ao contribuinte, como o fazia quando defendia coisas como António Borges mais o seu direito a não pagar impostos ou coisas como o governante de Passos que permitia livre trânsito para os paraísos fiscais

    A hipocrisia também passa por aqui. Mas não passa impune

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  29. Lol !!! Toda a gente parece gostar de "bater no ceguinho", com retóricas, muitas delas, condescendentes. Há quem goste e há quem não goste. Há quem tenha jeito e há quem não tenha Bem, estilos à parte e cada um à sua maneira ... Só ainda não perceberam é que o Jose é um anarco-capitalista. ahahahahahah !!! Haja quem perceba a ironia !!!

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  30. Com condescendência, Marco cataloga jose como um "anarco-capitalista".

    O problema é este.Não são as definições que interessam. É mais o conteúdo do que se debate

    Cristas...o ensino superior...o seu acesso..."a meritocracia" que afinal não passa de uma meretriz a utilizr quando dá jeito...

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  31. ( quanto à precisão da definição de jose, ela sai muito ao lado. E embora não sendo anarquista, respeito os termos o suficiente para não os deixar corromper.

    Não consta que quem escreve isto e cito ipsi verbis :"agentes da PIDE prestaram grandes serviços à Pátria " , possa alguma vez ser considerado "anarquista"

    Há muito mais.Mas o tema não é mesmo este)

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