sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Legalidades há muitas

Se está em causa a dívida pública, ainda que esta seja claramente insustentável, dizem-nos: “Não podemos aceitar um corte da dívida de um membro da moeda única europeia, está excluído pelo Tratado de Lisboa”.

Se a questão se prende com superávites na balança corrente, ainda que o Procedimento Relativo aos Desequilíbrios Macroeconómicos preveja que a Comissão Europeia inicie um procedimento por incumprimento sempre que um país ultrapasse o limite (média de 3 anos) de 6% no que ao excedente da  balança corrente diz respeito: no pasa nada.


E estamos nisto. Tudo para o bem comum, claro. Para que depois das ditas necessárias “reformas” todos possam acumular excedentes exportando para Marte.

A propósito do anterior grande confronto entre a Grécia e os seus credores, deixo-vos umas notas que escrevi em Julho de 2015. Voltarei a este assunto brevemente.

2 comentários:

  1. Uma pequena/grande curiosidade: a Alemanha a ter grande superavit com as entradas troikistas nos periféricos. Meras coincidências, claro.

    ResponderEliminar