quarta-feira, 8 de abril de 2015

É preciso saber

Com a infinita paciência dos que não desistem do debate informado sobre políticas públicas, Manuel Carvalho da Silva, José Castro Caldas, João Ramos de Almeida e Nuno Serra responderam a João Miguel Tavares (JMT) no Público de ontem: Três ou quatro coisas que é preciso saber acerca do desemprego. Trata-se de um exercício necessário, já que, como vem sendo seu hábito, JMT “difunde um conjunto de erros que revelam o mais completo desconhecimento de questões básicas sobre o desemprego e porque, não obstante essa sua ignorância, arroga-se a pretensão de julgar a qualidade da investigação científica.”

20 comentários:

  1. O que me surpreende ē haver ainda pessoas que dão importância as crônicas do jmt
    É o caso típico do ignorante atrevido

    ResponderEliminar
  2. "arroga-se a pretensão de julgar a qualidade da investigação científica"

    Caro João Rodrigues,
    seria possível publicar um comentário com um link para um trabalho científico (publicado) onde se defina o conceito de "desemprego real" à semelhança do conceito de "Labor Market Slack" utilizado no relatório do FMI (que aborda as mesmas questões) citado no post anterior por Ricardo Paes Mamede?

    Algo do tipo:
    Pannenberg, Markus, and Johannes Schwarze. "Labor market slack and the wage curve." economics letters 58.3 (1998): 351-354.

    Obrigado antecipadamente.

    ResponderEliminar
  3. Um post com a serenidade e a clareza do João Rodrigues.

    Que deixa um ou outro comentador à procura da ciência perdida, com a incomodidade patenteada no comentário do anónimo das 16 e 53.

    (Já entretanto desmistificado no post anterior de Ricardo Paes Mamede. Basta lá ir ler. Extremamente elucidativo, mais as cópias manhosas e não assumidas))

    Há tipos que ainda acreditam que a Economia é uma ciência e que procuram justificações pseudocientíficas para os axiomas neoliberais

    Como alguém dizia, o que importa é mesmo o desemprego real.

    Fica registado o esforço semi-patético para ocultar tal

    De

    ResponderEliminar
  4. Peço que divulguem esta carta no FACEBOOK

    http://www.cmjornal.xl.pt/opiniao/cartas_dos_leitores/detalhe/carta_ao_ex_patrao_do_pai.html

    ResponderEliminar
  5. Impressionado ficaria eu se os cientistas se dedicassem a revelar como criar empregos, com meios que não sejam a fantasia de que ...se tudo fosse diferente, diferente seria..

    Ainda que muito bem caracterizem um mal, não fazem nenhum bem por isso, limitam-se a bem documentar a inutilidade da sua ocupação.

    ResponderEliminar
  6. "Que deixa um ou outro comentador à procura da ciência perdida"

    Quem invoca a "pretensão de julgar a qualidade da investigação científica" é João Rodrigues, o que não faz qualquer sentido porque o Observatório do CES não é uma instituição de investigação científica. É um partido político. Só que não o quer assumir.

    ResponderEliminar
  7. Zézito, a malta já ficava leda se acaso os teus amigos criassem emprego.

    Isséquera.

    Mas já se sabe, é malta que só não acaba com os empregos todos por ainda precisar de quem lhes faça as coisas, de contrário não hesitariam.

    ResponderEliminar
  8. Alguém me sabe dizer quantos empregos já criou este pobre José?
    Aqui plantado todos os santos dias a mando do Passos para vigiar o Ladrões...
    Que paciência...

    ResponderEliminar
  9. Bom, a definição de cientista do sr jose demonstra bem a vacuidade argumentativa. Infelizmente demonstra outra coisa. A tremenda e enorme ignorância do que são as ciências e de como funciona o pensamento científico. Quer as ciências ditas exactas, as humanas ou as próprias ciências sociais

    A ciência rodeia tudo o que o sr jose faz ( ou do que não faz). Afirmar a inutilidade dos cientistas não é já um axioma neoliberal. É muito mais do que isso. É um auto-atestado real do que o sr jose é.

    Alguém que invoca a inutilidade dum cientista está ao mesmo nível dum torquemada ou dum membro do estado islâmico, dum membro de uma seita fundamentalista norte-americana ou duma excrescência religiosa judaica israelita.

    Quanto ao mais do resto , nada mais do que o resto de nada. Embora a conversa faça lembrar o que aquele velho senhor de barbas dizia.

    De

    ResponderEliminar
  10. o pobre Jose é assim...quando não consegue negar o diagnóstico, se bem que sobejamente o tente, queixa-se dos diagnosticadores não avançarem com soluções. caro Jose, o próprio FMI, disse hoje mesmo, em mais um dos seus mea culpa que não dão em nada no terreno real, que os actuais níveis de desemprego e investimento curam-se, veja lá a grande descoberta, incentivando a procura. Até os seus grande amigos estão a ficar keynesianos. Jose, caro amigo, não se deixe ficar para trás e siga as pisadas dos seus amigos

    ResponderEliminar
  11. Ainda bem que temos todos estes cientistas da craveira de um Manuel Carvalho da Silva, um Castro Caldas etc.
    Se o nosso País não os tivesse ainda ia á falência...

    cumps

    Rui Silva

    ResponderEliminar
  12. Anónimo das 21 e 51:

    Não se percebe bem a sua porfia porfiada no sentido de dizer disparates.

    O comentário sobre a "ciência perdida"é uma referência directa a um hipotético investigador cujos argumentos foram desmontados por vários intervenientes num post do Ricardo Paes Mamede.

    Tal pretenso investigador mostrava uma propensão natural (ou adquirida) para o desvio do que era central no debate ,refugiando-se na habitual pouco clara metodologia científica que rodeia os estudos económicos.

    A fuga sempre foi uma estratégia.

    Pelos vistos o tal sujeito deixou afilhados na pessoa do presente anónimo que é capaz de escrever um disparatee como este sem corar nem pedir desculpa:
    "O CES é um partido político".

    Tal calinada só pode sair da cabeça de alguém perturbado. Tal como sairam da cabeça do passos e dum dos sujeitos de topo do PSD comentários enraivecidos sobre o INE e as estatísticas.

    Não será o caso deste anónimo mas parece que a matilha está desvairada. E não aguenta o desmascarar sereno das suas patifarias, mesmo usando instrumentos oficiais

    De

    ResponderEliminar
  13. Caro Rui silva:

    Os limites do razoável merecem, quando ultrapassados, um reparo.

    Como a explicação dos factos exige algum nível de conhecimento do que se fala e do que se diz , aconselha-se o sr Silva a ler de novo os documentos em causa, a ler o que é o Observatório , a saber de quem fala e do que fazem os intervenientes em causa

    Depois, quando perceber, vai corar de vergonha pela "craveira" do seu comentário.
    Que não leva nenhum país à falência, ao contrário do que um disparatado comentário fazia crer.

    Embora os cientologistas neoliberais tenham conseguido delapidar o país e quem trabalha.

    De

    ResponderEliminar
  14. O cientismo de esquerda define o capitalismo como o sistema que se sustenta da exploração dos trabalhadores.
    Muita tinta, muita luta, muita apologética se fundou nesse princípio irrecusável.
    Eis senão quando, a pieguice lusitana cria o cientismo que indicia que o capitalismo se alimenta do desemprego, que é o desemprego que o motiva numa qualquer renúncia à exploração, quiça uma qualquer reconversão ideológica, uma vertigem auto-punitiva, um descalabro emocional que apaga no explorador a vontade de explorar.
    Será o messiânico sinal de que caminhamos para o socialismo, o verdadeiro, o legítimo, o comuna?

    ResponderEliminar
  15. Zéquita, Tu é que perguntaste se os cientistas criavam emprego.

    Seria bom que explicasses onde é que tu e os teus amigos criam empregos.

    É que nunca ouvi um cientista dizer que cria emprego, já a ti e aos teus amigos não ouço outra coisa. Chega-te À frente, ilumina-nos que eu gostava de ir lá ver se havia para mim.

    ResponderEliminar
  16. "Alguém que invoca a inutilidade dum cientista está ao mesmo nível dum torquemada ou dum membro do estado islâmico, dum membro de uma seita fundamentalista norte-americana ou duma excrescência religiosa judaica israelita."

    "... refugiando-se na habitual pouco clara metodologia científica que rodeia os estudos económicos."

    Esquizofrenia.

    ResponderEliminar
  17. Hum

    Jose faz o que faz e faz o que pode.

    Mas alguns mínimos são necessários, que diacho.

    O capital precisa de uma mole imensa de desempregados para fazer baixar o custo da mão-de-obra. Para a ter ao preço da uva mijona.

    Claro e enunciado há séculos,não sendo admissível que alguém com o mínimo de literacia o ignore.

    Donde resta pouca margem de manobra a este jose/ JgMenos. Donde a cantilena e cito ipsis verbis " renúncia à exploração, quiça uma qualquer reconversão ideológica, uma vertigem auto-punitiva, um descalabro emocional que apaga no explorador a vontade de explorar" não passe de mais um passe de mágica treteito dum especialista do género.

    "Será o messiânico sinal que afinal este é uma fraude, como de resto os axiomas neoliberais o são.

    Mas também a marca de água de.

    De

    ResponderEliminar
  18. A insinuação de esquizofrenia é um pouco estranha.

    Porque as frases citadas têm destinatários diferentes.

    E para que as palavras tenham o seu real significado , esclareçamos o curandeiro de serviço que:

    ""Alguém que invoca a inutilidade dum cientista está ao mesmo nível dum torquemada ou dum membro do estado islâmico, dum membro de uma seita fundamentalista norte-americana ou duma excrescência religiosa judaica israelita" é uma frase dirigida de forma certeira a um fulano que invocou isso mesmo, a inutilidade dum cientista

    A frase "refugiando-se na habitual pouco clara metodologia científica que rodeia os estudos económicos" tem como alvo um outro sujeito, que passou aqui as horas a escrevinhar,refugiando-se na sua qualidade de "investigador" muito ocupado com horário livre para tentar esconder uma coisa muito simples. os números do desemprego real... e utilizando para tal uma pretensa cientificidade irrepreensível que a economia nunca teve.

    Há por aí uns estudos ( de gente longe de qualquer suspeita de esquerda) que apontam de caras e de frente a pedantice e o falhanço da maior parte dos economistas que são de facto coniventes com o poder económico.

    Realçando ainda mais a verticalidade daqueles que não seguem as manhas, as "incompetências" e as cumplicidades daqueles.


    "Esquizofrenia"?

    Era hábito os alemães do século passado rotularem os que não lhes seguiam os preceitos como "doentes mentais"...agindo depois em conformidade

    De

    ResponderEliminar