sábado, 28 de janeiro de 2012

História(s) do imperialismo

Entre 1862 e 1873, o Egipto recorreu a oito empréstimos estrangeiros, totalizando 68,5 milhões de libras. No entanto, com amortizações e juros, o país ficou só com 11 milhões de libras para investir na economia.
Perante as dificuldades de financiamento, Khedive Ismail (Vice-rei) começou a vender activos do Estado egípcio (como o Canal do Suez, vendido por um quarto do que tinha custado). Entre 1876 e 1880, as finanças do Egipto foram dirigidas por técnicos britânicos, franceses, italianos, austríacos e russos, cujo interesse principal era a protecção dos credores. Cada plano apresentado era mais irrealista do que o anterior, com aumentos drásticos dos impostos. Em 1878, dois comissários europeus foram “convidados” a entrar no governo do vice-rei. Quando, em 1879, o vice rei Khedive Ismail tentou livrar-se dos dois comissionários, França e o Reino Unido pressionaram o Sultão Otomano a demitir o vice-rei. Khedive foi prontamente substituído pelo seu filho.
Retirado deste muito recomendável livro.

2 comentários:

  1. e a primeira primavera árabe (e berbere e afins) que começou em 22 teve o seu pico em 36-39 e acabou em 41..com a derrota dos revoltosos iraquianos trouxe outros déspotas

    e o dinheiro dos empréstimos perdeu-se em juros e também nos bakchich's a inúmeros funcionários

    e desde S.joão de acre que os ingleses tinham um controle de facto sobre o chamado médio oriente...

    e repare-se que os T-34 vendidos a Nasser já estavam velhinhos nos anos 50..felizmente nos anos 60 venderam-lhes T-54/55 vindos de nizhni tagil e kharkov(lê-se kiv)
    por um preço bastante competitivo...

    imperialismos houve tantos...e todos a juros altos..
    alguns em sangue outros em tripas

    ResponderEliminar
  2. weergegeven wanneer de eigenaar van de imperialismus28 de janeiro de 2012 às 20:58

    Totalmente de acordo, onde é que arranjo um imperialismus free society?

    ResponderEliminar