sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Hear, hear, Sir Skidelsky

«O acordo alcançado em Bruxelas exclui qualquer possibilidade de uma gestão keynesiana da procura para combater a recessão. Os défices orçamentais “estruturais” estarão limitados a 0,5% do PIB, com sanções (ainda não conhecidas) para os infractores.

Esta é a cura errada para a crise da Zona Euro. A doutrina Merkel parte do princípio que a crise resulta da irresponsabilidade dos governos e, assim, apenas uma regra “dura” sobre o orçamento pode evitar que estas crises voltem a acontecer.

Mas a análise de Merkel está totalmente errada. Não foram os défices excessivos que provocaram o colapso económico de 2007 e 2008 mas sim a excessiva concessão de créditos por parte do sector bancário. O aumento das dívidas públicas foram uma consequência da recessão económica e não a sua causa. O que deveria ter sido integrado na estrutura institucional da União Europeia era uma regulação financeira mais dura e não uma austeridade orçamental permanente. E tem havido poucos sinais no sentido de endurecer a regulação financeira.
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7 comentários:

  1. Portugal-centavos resto de Monarquia a apodrecer
    República extrema unção enxovalho da desgraça

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  2. Reparem no seguinte, dois pequenos números bastante elucidativos da nossa entrada no Euro:
    Na época pagava por um café -vulgo bica- 50/60 Escudos e de imediato passei a pagar 50/60/70 Cêntimos -100/120/140 Escudos-...Comprava um jornal por 100/120 Escudos e passei a pagar 1,00/1,20/1,40/1,60 Euros que correspondem a 200/240/280 e 320 Escudos...E acresce, que desde então, nunca mais fui aumentado coisa que se visse.

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  3. O aumento das dívidas públicas FOI (e não «foram», pois o sujeito é «o aumento»).

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  4. Caro Ricardo
    "O que deveria ter sido integrado na estrutura institucional da União Europeia era uma regulação financeira mais dura e não uma austeridade orçamental permanente"...
    Bem, em abstracto sim, mas, hmm... isto não equivale mais ou menos a dizer que "os leões DEVERIAM SER vegetarianos", ou algo afim?
    Se não fosse COMO REALMENTE É, acha sinceramente que alguma vez haveria de todo UE, para já nem falar de UEM?
    Sinceramente, acho que estão mais perto da verdade o Mike Whitney e o Dean Baker quando escrevem:
    "Here’s how economist Dean Baker sums it up: «The people who gave us the eurozone crisis are working around the clock to redefine it in order to profit politically. Their editorials – run as news stories in media outlets everywhere – claim that the euro crisis is a story of profligate governments being reined in by the bond market. This is what is known in economics as a “lie”.
    The eurozone crisis is most definitely not a story of countries with out of control spending getting their comeuppance in the bond market… It is a story of countries victimized by the mismanagement of the ECB….People should recognize this process for what it is: class war. The wealthy are using their control of the ECB to dismantle welfare state protections that enjoy enormous public support».
    Draghi’s real goal is to implement the labor reforms and «adjustments» that big finance demands. He’s already succeeded in deposing two democratically elected leaders in Greece and Italy and replacing them with bank-friendly stooges that will carry out his diktats. Now, he’s on to bigger things, like slashing the social safety net, crushing the unions, and reducing the eurozone to third world poverty."
    Aqui: http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=28335
    O problema, penso, é que sem um claro reconhecimento prévio de que "that's the spirit", e que aliás sempre foi, não se pode de facto ir muito longe...

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  5. como se a doença não bastasse, é com a cura que nos tiram o folego... os socialistas europeus são uns asnos, mas mais asnos ainda são os PPs europeus!... ao que parece, os eleitores tão mesmo ceguinhos de todo!...

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  6. como se a doença não bastasse, é com a cura que nos tiram o folego... os socialistas europeus são uns asnos, mas mais asnos ainda são os PPs europeus!... ao que parece, os eleitores tão mesmo ceguinhos de todo!...

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  7. Primeiro regulam-se os orçamentos. Quando isso estiver em vigor e a cryse continuar, entäo sim, viram-se para a regulaçäo bancária, ou existe uma guerra civil por toda a Europa. 2012 vai se um ano giro.

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