domingo, 18 de dezembro de 2011

A crise tem muitas faces

Hoje, a versão impressa do Público dá mais destaque ao anúncio de uma futura carta aberta, a que não tiveram acesso, dos militantes do Ruptura do que a uma iniciativa, com a participação de mais de 500 pessoas, que debateu, de forma séria e profunda, as questões da dívida e da crise. Critérios...

Mas ainda há mais. Em nota, não assinada e em tom jocoso, o Público dá conta da publicação no The Telegraph das declarações de Pedro Nuno Santos. Por favor, percam cinco minutos, leiam o artigo. Algum meio de comunicação português tratou as declarações com a mesma sobriedade do The Telegraph? Onde é que o Público leu que Pedro Nuno é tratado como "curioso espécimem" da esquerda continental? Em nenhum lado. O Telegraph aproveita as declarações do Pedro Nuno Santos, contextualizadas pela profunda crise que atravessamos, para dar conta da mudança de opinião de alguma esquerda europeia, seja na liderança do Partido Socialista Francês(que já recusou as recentes conclusões da cimeira europeia), seja nas declarações do ex-ministro das finanças alemão, Oskar Lafontaine. Alguns jornalistas andam bem "finos".

3 comentários:

  1. O Nuno Teles tem de ter cuidado porque a sobriedade que fala poderá ser a outra face da mesma moeda, afinal de contas o ministro britânico não subscreveu os desmandos da dupla "maravilha".
    A comunicação social portuguesa,salvo raríssimas excepções, é pura propaganda, penso que esta realidade deveria ser noticiada.

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  2. Não lí o artigo do Público; o do Telegraph retrata simplesmente o que é conhecido em relação à intervenção do deputado do PS. Do “curioso espécimen”, nada consta.
    Será que o Público quer engrossar o regimento dos pasquins lusos?

    No meio do “eurocontentamento” da direita e amigos, saúdem-se as tomadas de posição de Hollande e de Lafontaine. Contra a bovinidade dominante.

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