domingo, 8 de maio de 2011

O pirómano bombeiro

Cavaco Silva, o pai da economia do endividamento, que estabeleceu com os portugueses o contrato-promessa de tornar o «crédito fácil até ao infinito» para compensar a manutenção de baixos salários (como ontem lembrava oportunamente Miguel Portas, em entrevista ao Público), vem agora dizer que é preciso «mudar de vida», que «não podemos continuar a viver acima das nossas possibilidades, a gastar mais do que aquilo que produzimos e a endividar-nos permanentemente perante o estrangeiro». E di-lo sem pestanejar, como um incendiário que inocentemente se apresenta, fardado de bombeiro, perante o inferno de chamas que ateou.

10 comentários:

  1. Para “mudar de vida” é preciso “mudar de gente”. O azar é que o PR também faz parte do padrão dessa tal classe política que nos “iluminou”, nos princípios e nas políticas…
    Tais afirmações só me merecem um comentário em bom português: é preciso lata!

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  2. Deitou fogo e depois gritou que está tudo a arder.!
    Só visto.!
    De facto é preciso ter muita lata.!

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  3. Porque não a o exemplo. Este como todos os outros "lordes" que por ai andam a dar ordens de poupança aos portugueses??

    Porque não abdica ele de uma das suas duas reformas? Porque é que ficou com as pensões em troca do salário...

    Farto destes "lordes" ando eu...

    Só à lei da bala...

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  4. Caro Nuno,
    Acabo de fazer link deste post.
    Obrigado.
    Um abraço.

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  5. www.estadodesegredos.com

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  6. A porcaria do programa do PSD

    para as eleições:



    http://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2011/05/programapsd.pdf

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  7. Ok é um homem cheio de contrastes e semi-senil

    Fez muito, mas a maioria já vinha em embrião dos governos soaristas

    não aproveitou os fundos para reorganizar o país mas apenas para criar estruturas de distribuição e de crédito
    e destruir um sector primário já bastante abalado por reformas que nada reformaram

    dar-lhe o título de pai da dívida é reduzir Soares ao papel de mãe

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  8. Défice de atenção8 de maio de 2011 às 22:21

    Afinal Cavaco é o pai ou o padrasto do défice?

    TEMOS O MAIOR DÉFICE DESDE O SÉCULO XII OU JÁ TIVEMOS DÉFICES MAIORES?

    O MEU DÉFICE É MAIOR DO QUE O TEU

    O MEU DÉFICE TEM PAI E O TEU NÃO

    ANÁLISE DA NATUREZA E DO TAMANHO DO DÉFICE

    Hoje amanhã e durante os próximos três anos abordaremos novos e (velhos) estímulos financeiros neste mar de crises.

    Somos assim uma espécie de piratas económicos de abordagem em abordagem


    Bom, tudo passará por questionar o vosso pirata sobre a parte do défice que lhe dá mais prazer.

    Certamente alguém vai dizer que gosta mais dos preliminares ou seja uns preferem a parte em que o governo se deitou abaixo outros preferem pensar que deitaram abaixo o governo e lhe cairam em cima.

    Resumindo cada um tem as suas fantasias

    Mas talvez nem mesmo saibam que há muitas outras regiões do défice que, quando estimuladas, podem trazer óptimas sensações.

    Bom, quer-me parecer que as zonas deficitárias não são iguais em todos os organismos estatais e aparentados, principalmente aos que não aprenderam que o défice pode ser explorado em todos os sentidos.

    Não generalizando, penso que os portugueses de algum modo, têm receio de encontrar locais que lhe dão (outros) prazeres, mas não sendo o convencional, depositam (sempre) no défice todas as suas expectativas económicas.
    .
    Entre as partes deficitárias mais comuns estão certamente as mioleiras, bocas, peitos, costas, nádegas, a parte interna das tripas e toda área em redor do ânus. .

    Os economistas contam que qualquer zona dita deficitária pode ser explorada, mas, por questões sociais e de educação, certos homens nem sempre permitem o estímulo dos seus défices e principalmente do défice dos outros.

    Inclusivé existe uma grande cobrança por parte da maioria das mulheres alemãs e finlandesas quanto aos parceiros portugueses cultivarem o cimento as carreteras e os carrinhos como única forma de erotismo económico.
    .
    Cientistas ingleses afirmam ter descoberto que o ponto de bancarrota dos portugueses deve ainda estar a uns anos de distância
    mas pelo sim pelo não vão deixar de nos dar trocos

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  9. Só acho que faltam umas aspas em bombeiro, que a mim parece-me que ele não quer apagar rigorosamente nada. :)
    É que a terra queimada vende-se muito bem no mercado imobiliário...

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  10. Soares: 15 anos de papel político activo em Portugal
    Cavaco: 20 anos de papel político activo em Portugal
    O pai e a mäe da situaçäo actual, deste lindo Tugal do 25 de Novembro.

    A História os julgará, visto que quem viveu ao mesmo tempo que eles os A-DO-ROU! Endeusou, até.

    Só no Tugal, IRRA!
    Num país a sério iriam pra a prisäo por bem menos. Vede ISländia. AH, mas esses já näo säo neoliberais, já näo interessam.

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