segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A reestruturação da dívida liderada pelos credores


Os juros da dívida soberana continuam a bater recordes. Nada de muito surpreendente quando Merkel e a sua coligação decidem encetar o que é de facto um processo de reestruturação da dívida liderado pelos credores, cuja forte possibilidade foi aqui antecipada pelo RMF. Como argumentámos, este processo não levará necessariamente a uma suspensão de pagamentos. O caminho mais fácil para os credores será o da substituição dos “velhos” títulos de dívida por novos, com ligeiras perdas para quem comanda este processo e fartas comissões para os bancos que o organizarem. Os bancos credores conseguem assim uma limpeza dos seus balanços, com apoio do BCE, sem grandes perdas. Os Estados, por outro lado, seriam colocados sob a direcção do FMI, a capa do eixo franco-alemão, na prossecução da sua política orçamental para, assim, garantir o pagamento da nova dívida. Juntaremos austeridade à austeridade, recessão à recessão.

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