domingo, 1 de março de 2026

Não somos cúmplices

 

A agressão militar ao Irão é parte do plano mais vasto do imperialismo norte-americano de tentar impor, pela via da força, o seu domínio hegemónico sobre o Médio Oriente – região com vastos recursos energéticos –, assim como no plano mundial, como evidencia a sua agressão à Venezuela e o incremento do bloqueio que impõe contra Cuba.

Era para escrever mais do que as duas frases de ontem, mas a tomada de posição dos comunistas portugueses poupa-me trabalho. Jamais faria melhor. Vale a pena ler na íntegra. É o partido português com uma visão marxista consistente das relações internacionais, na tradição leninista, como não podia deixar de ser.

Entretanto, vale a pena ver o vídeo acima, onde Carina Castro denuncia a vassalagem do Governo português nas Lajes e não só, ainda antes de mais este crime imperialista contra a humanidade, desta feita contra o Irão.

Por falar em vassalagem, o que dizer da reação de António Costa em Bruxelas, condenando o agredido, em linha com a UE realmente existente? Ficará na história da infâmia, tal como já ficou no genocídio do povo palestiniano. 

E não, nós não somos cúmplices destes vassalos. E por isso nunca devemos ter vergonha de ser portugueses. É que há sempre um país que resiste, há sempre um país que diz não.

Como se fosse uma nota de rodapé

Creio que compreendo cada vez melhor Lénine a partir de 1914, perante a monstruosa rendição à guerra imperialista de quase tudo o que andava pela segunda internacional. Lembrai-vos que a ala direita da social-democracia, a de Eduard Bernstein e companhia, era assumidamente colonialista logo na viragem do século XIX para o século XX. A história rima, de facto.

6 comentários:

  1. Nem uma linha de condenação ao regime do Irão?

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    1. Nem uma linha, zero, nada. Não sou idiota útil do imperialismo em plena agressão bárbara contra um povo.

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    2. O regime do Irão é um antigo parceiro ocidental, entretanto caído em desgraça, como já acontecera com o regime do Xá—cujo rebento agora é aclamado por cretinos em toda a parte—, defendido pelos EUA e Reino Unido através de um golpe contra um governo eleito… Quando essa amizade começou a azedar, o precursor do falecido palhaço, o futuro primeiro ayatollah, beneficiava de asilo político em França. Mais tarde, beneficiou também de apoio israelita e americano na guerra contra o Iraque de Saddam Hussein, um outro compincha renegado.

      Acreditar que a intervenção teve o que quer que seja a ver com a natureza nojenta do regime iraniano é prescindir do uso do cérebro ao serviço da vassalagem imperial. Não por acaso, foi exactamente essa a abordagem do governo português. Aquilo que o governo iraniano tem de mais reaccionário e revoltante é precisamente aquilo que os liberais invertebrados celebram mais entusiasticamente: uma política de classe militantemente anti-comunista. Que se finjam preocupados com a opressão patriarcal é outra história, mas até agora não vi nenhum a clamar por uma invasão à Arábia Saudita.

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  2. Ainda estou para perceber como o PCP fez uma OPA a este blog.

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  3. Parte do problema, está num personagem como o Paulo Rangel, desempenhar a função de ministro.

    Um indivíduo que, não vale rigorosamente nada.
    Um lambe-botas!

    O que podemos dizer de um sistema, que coloca um espécime destes, a ministro!
    Ainda por cima, responsável pela política externa.
    Extrapolando...

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  4. é mais uma agressão americana gratuita o regime continuará e quem se lixa serão as vítimas colaterais destes ataques e o pessoal que mete gasoil no carro

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